A vida é um rabisco

Sem borracha nem régua, dura a largura e altura de uma página, onde cada um preenche ao seu próprio passo e compasso. A cada traço, uma porta nova se abre, quem sabe para uma curva, quem sabe para uma melhor definição do desenhado. Uma folha, não uma tela. Não irá para exposição, não participará de... Continuar Lendo →

A Força

Um pouco de toda coisa, uma parte em partes encaixada como todo e uma gota de sol a escorrer pelo corpo: uma irrealidade real demais afixa, mutável, em metamorfoses maleáveis, malabarismo de cor sem som, onda de som sem cor: constante em parto, parte, bifurca, aprofunda, reintegra e torna a nascer, e torna a morrer... Continuar Lendo →

Do yin, o pulso

Quem te ensinou que o afeto se expressa pelas formas brutas, te fez deserto. Não vá por aí semeando cacto, contando que flor se abra. Não cobre boas regas quando o que cultiva é força sobre o outro. Não fale de jardim se é abusivo com a terra. Ignora que a natureza se restaura em... Continuar Lendo →

Quimera

O olho que tudo vê amadurece entre as guerras e o cansaço nas trincheiras inexatas na ilha do querer. Vai desarmado recolhendo os espinhos lançados os convertendo em unguento sagrado de um espaço de paz. Essa paz distante dos combates tantas vezes pela ferida embotada. Desabotoa a veste do sonho dourado quando de areia e... Continuar Lendo →

Peneira

Vazio seco, vazio aguado, vazio doce, vazio árido: as pontes de passagem do ser e do nada. Onde tudo é e deixa de estar: são vazios, vazios sãos. A essencialidade do vazio pela vida germinada: a sombra e a luz não duram mais que um passo e o vazio torna a preencher.

O beijo do universo

- Olha, uma mulher voa no céu. - Nossa, ela é feita de núvem. - Repara, parece que olha a frente enquanto o vento sopra seus cabelos. - O peito iluminado parece que faz dela ainda mais leve. - Que loucura... - Quanta liberdade! - Será um sinal? - Ela sorri. Ela sabe onde vai.... Continuar Lendo →

Com o mar no céu

Na exuberância da transitoriedade, a constância é a mutação lunando os sentidos com generosidade. Vê que gentil o que a vida abre toda vez que a brisa feito o mar passa, e não se tem como carregar núvens como pedras na mala. Uma estrela amanhece, uma lua desagua.

Cura

Nutrida nas linhas da mão, raízes, a força de terra fecunda dança no tamboreio mágico do e da nascente da vida.

A segunda face

A vida tem uma face de mármore fria, dura, desbotada, com algumas ranhuras de faca e uma aspereza de gasta. Bancada de escolhas culinárias. O que se prepara, como se tempera, o que se descarta, azedo, amargo, salgado. A vida dispõe uma segunda face a desprender-se desobediente da pedra. Doce, picante, ousada, remexe com liberdade... Continuar Lendo →

Conselharinho

Onde não puder cantar, não pouse. Se asas não forem possíveis de dançar, não perdure. Que combustível para a chama da alma de passarinho, é a liberdade dos vôos integrados. Repara que o ninho é a mansidão do céu, galhos quebram, árvores caem. Onde não puder ser com integralidade, passe. Ao sinal de dedos ásperos... Continuar Lendo →

Renascimento

A noite que apaga os contornos e enreda turva perspectiva finda. Porque é da noite assim como antes do dia, o fim. Reerguem sonhos de nuvem macia com borda dourada pelo céu do não vivido na maciez matutina. A vida tem mansidão de cultivo infinito coberto de orvalho de esperança, dedos delicados de moça, pés... Continuar Lendo →

Desempate

Empatia seria da natureza a coisa mais simples, não fora as defesas que nos separam. Há uma vastidão de medo seco, escapando do olhar nos olhos, reconhecer a dor diversa, como uma dor de si mesmo. Uma escuta descomprometida, uma indisponibilidade a verdade do contato, e da necessidade. Há um excesso de julgo, termo, crivo,... Continuar Lendo →

Guarda o Sol

Sabe que a noite trama em linha de prata a chuva fina, todo vento de desalinho despropositado se mostra espinho. Há mesmo uma vastidão que canta a liberdade do carinho, a condensação da alegria. Vê com mais verdade o que o abraço guarda da chuva. Olha com claridade o sol que não apaga na curva.

Conjunções

Carregava uma solidão impregnada nos poros. Feito manta de derramar uma tristeza silenciosa sobre a pele, a adormecer os sentidos. Uma angústia de nó, emaranhado entre o peito e a garganta, pesava, envergava a cabeça. Chão opaco como horizonte. Na corcunda da bagagem de que nada lhe servia, desceu tanto os olhos até deparar-se com... Continuar Lendo →

Do verbo Desabrochar

A flor que desabrocha segue a rota assimétrica de seu próprio tempo. Fora de catálogo, não cabe aos dedos que a forçam, não agrada muitas vezes aos olhos, parece estranha aos quereres. A flor que desabrocha é generosa em sua própria trajetória, oferta como pode, vence a aspereza da noite sem nada buscar em troca.... Continuar Lendo →

CONTOterapia – Maria

Que começos não são desbravados considerando os fins, humano. Maria foi uma criança de asas, se lançava ao que lhe encantasse, se debruçava ao que o sentir tocasse. Clara, alegre, dada. Mas crescer talvez não tenha lhe sido tão simples assim. Na medida em que os tropeços de pedras e chão árido lhe alcançavam, Maria... Continuar Lendo →

CONTOterapia – SOFIA

Sofia era pausa. Se resguardava do mundo a cada passo. A conta-gotas desbotava a palavra não expressa, o gesto não tentado, a vontade não ousada. Era sempre um risco a tentativa, o sucesso ou o fracasso, a aprovação ou o desagrado. Sofia vivia como música sem compasso, suspensa no ar das possibilidades, sem pauta, sem... Continuar Lendo →

Torácica

Dor é espinha de peixe cruzada no peito, indigestão. Farpa no tato da retina, toxina. Reprise de memória não palatável, contra-degustação. Há quem se amordace, se envergue, cultive traça. Há quem se cale, rumine, erga muralhas. Mas há os que se despem, enfrentam deixando a dor doer até que sare e seguem libertos, com o... Continuar Lendo →

Entre o um e o dois

O que é um, e o que é um em um dois, sem borda, sem guarda, sem quimera, entrega sem névoa do permitir-se tocar sendo tocado? O que são dois, e o que é do dois para o um, a liberdade honesta do afeto, do tato pelo sentir unificado, concretizado? - Coragem.

Prosa Sinestésica

Um raio de sol escorria pela testa, ondulava nos olhos, piscava os pássaros no céu no leva e traz de respostas. Saboreava a brisa como quem bebe gota a gota um prazer de laço, afago dos sentidos. A noite não reviraria dúvidas, havia um sol embarcado, bússola no peito preenchido, verão no tato do inverno.... Continuar Lendo →

Nu Natural

Faltava falar dos sentidos, da sensualidade do umbigo, do dedilhado nas costas, da chama entre barrigas, do peito esparramado, acolhido, das pernas trançadas, embaralhadas, do som respirado, impautável, de estar fundido. Dar voz a naturalidade do tocar sendo tocado tendo os olhos despidos. De resto, em meio a noite ensolarada, nada mais faltaria.

Bem Querer

Do gostar, enluarado no fundo dos olhos, pacato, claro, simétrico, feito gota de manhã dissolvendo a noite, verbo. Do tonalizar, ensolarado pelo impulso ao tato, sutil, inesperado, gesto, afeto. A beleza germina quando almas se reconhecem e destece a névoa que resfriava o peito e a pele.

A Métrica

Com o passo de quem não passa e prefere dedilhados sãos na cadência que segue e assume a própria afinação se abre pétala a pétala o tom. Toca pelo o que não pausa e não fere e encontra na alma o que transpõe amplidão.

Cristal

Havia um prisma de cristal pendurado na janela que apenas era tocado pelos raios solares na primavera. Anunciava ele à Sofia, esparramando raios coloridos, sua estação favorita. Por anos e anos quando tudo se coloria, ela respirava como uma criança, alegre, encantada: "é primavera". Por uma mudança de janela, o prisma pendurado deixou de ser... Continuar Lendo →

Entre o Céu e a Terra

O caminho é múltiplo, circular. Entre a paz e a guerra, entre a dança e a inércia, o caos harmônico, a harmonia desorganizadora. Ergue muralhas quem não se dispõe ao movimento, e adormece. Promove ventania quem por domínio em lança se ergue. É próspero o que navega selecionando não carregar o daninho, o ácido, o... Continuar Lendo →

Compassos

Se o nó na garganta se destece em canto e os descasos se despem em harmonia terra e céu em paralelo alinham, segue o peito oxigenando: alegria.

Solo Feminino

No movimento contínuo, atravessando noites. No solo de si: nutre. Entardece ciclos, recria a libertação das raízes através da pulsante força: flores. Imprudente o descrente que nada admira e erra nos olhos em foice, mãos frias. Errôneo o trôpego que tropeça quereres, falseia domínios. Ela contorna o tempo, se reergue lua após lua. É para... Continuar Lendo →

Do ser, a vida

As costas talhadas na dureza do outro, em pedra torta, fechada, embotada, rendeu noites inquietas, roucas. Mas os olhos eram vivos, inesgotável força. Atravessou ruas, contratempos, foices na angustia de ser um só e de só revelou-se não pouco quando a coragem desconstruiu muralhas, fronteiras, dores. Matéria de si viva, germinante, doce, nutrida em si... Continuar Lendo →

Astrologuês em MiNiConto – 01

- Como é que danço com a lua, mãe? - Menino, que idéia maluca, a lua é tão distante! - Mas eu gosto da lua! - Ah, garoto, coloca essa cabeça pro chão! E saiu a senhora andando a frente. Ele, atrás, uma bola no pé e um gol no coração, espichou novamente os olhos... Continuar Lendo →

Norte

Sonhos pequenos, de valores imensos, sonhados a conta-gotas, buscados por uma vida toda, tantas vezes negados, estradas. Somos tão pequenos, e o céu tão largo... atalhos que nos encontram de volta, sinais, placas, insights, uma pequena concha pelo mar deixada, uma noite inteira em afago de presságio, para que o sol reaqueça no peito como... Continuar Lendo →

Luz

Uma borda de luz, um anzol, uma linha sutil de sinais desliza na guia, conduz. Uma chama, através da onda gentil de espuma clara se acende e propaga: o amor te guarda.

Vênus Alada

Não sabia da perfomance das escolhas a prolongar mais tempo do que cabia se vendo pouca, pequena, inútil coisa. Não sabia para si suaves brisas, doce pousar que lhe valia. Via-se bruta, amarrotada, poeira tosca, de si, então, sabia nada. Até que um vento imperioso rompendo amarras quebrou o errôneo espelho torto. Desabotoada das vestes... Continuar Lendo →

Solo

Derramava um silêncio de desatar nós, nós que já fomos, nós que borramos sóis. Sois da cor a pétala que desfixou, por força da voz o só, o nó, o nós. E por tato da falta de espera cansou e retonalizou em pluma leve, dispersa, para além do nó.

Arranjos

Da sombra de quem teme entre emaranhados ilusórios emerge a força límpida, clara, rompendo os olhos em horizonte caótico, preciso, precioso alto mar. E quem havia perdido as chaves, visto desérticas caminhadas, repousa no tato do contato de um universo inteiro a lhe embarcar.

Lucidez

A dança incerta entre o sentir e os pés na terra, quem ensina como é? Se diz, não acerta. Nem compasso, nem métrica, de pulso sincopado. Que a dança trama entre pernas o desejo e o manifestável conforme cada par de passos improvisa no tato o que consegue ousar. Nãos e sins explodem big bans,... Continuar Lendo →

Chorus

Nenhuma crítica, nenhuma dúvida, nenhuma coisa alguma enquanto os olhos sentem todas as úlceras não minhas, do outro, enquanto dança a renda exposta das faltas, marcas. Nenhum colóquio, ponta de faca afiada sobre o peito do mundo que adormece em alucinação trôpega. Ah, mãezinhas, por onde andavam no tempo em que a dor se costurava... Continuar Lendo →

Solfejos a Jorge

A embarcação adentrava noite. Na escuridão da direção, angustia na proa, medos em reflexos de orcas, tubarões, quem sabe monstros marinhos, dragões. Sofia tinha sonhos nas mãos, mas elas tremiam. Ali sozinha, tendo um mar inteiro de caminho, um horizonte no peito, a mente aos olhos lhe traindo. Era tanta água incerta a volta, que... Continuar Lendo →

Prosa de conselho contado

Um reino de sentir e sabores, guardado, trancado, negado como parte, míngua de seiva e tonalidades a vida. Ser em si sua mais frondosa árvore, não é perigo, nem pecado, é o gozo do íntegro. Nutrir de si por se permitir crescer a partir de suas próprias sementes, é a entrega ao prazer mais genuína,... Continuar Lendo →

Conselho dado

Repara, flor, demolições descontroem as fronteiras para lá onde o norte brota o sol do sentido. Ouça, flor, um pulso de força erguendo nutrido de bem-querer, unguento, intenso farol de liberdade. Seja, flor, a dança sincopada que trança sonhos e verdades em seu fértil tempo enraizado.

Salto

Buzinas, ruídos, tráfegos, vira e mexe lhe entupiam os sentidos. Desbotava, assim, como pétalas que pendem. Afogava no não ser, feito entorpecimento poluído. Quanto menos oxigênio no sentir, afogamento. Virava um carteado clichê, mímico de capas, etiquetas, sentado em praça pública, como quem só o tempo gasta. Indigesta cidade do reino do eu limitava. Até... Continuar Lendo →

Sob um céu de peixes

Ele via peixes no céu, ela era peixe mergulhando ao lado. Ele via nela os astros, ela o cobria de jardinagem. Rendiam noite a dentro em laço, construindo pontes entre universo, terra, amor, estrada. Voavam. Orquídea na varanda da casa, pé de romã, cheiro de mato. E a poesia escorregava do sofá para a cama,... Continuar Lendo →

(Des)Silencie

Tinha no peito uma coleção de espinhos enrolados em arame farpado. Os olhos carregados de silêncios e sombras. Palavras, palavras de sol bem regadas são tão necessárias, para que possa destecer a dor que estendeu de dentro a quem ousou amar e caminhar com você.

Que tiros são esses?

O tiro que tiras de dentro do peito e atiras com mira ou alheio, me diga, de que é feito? Foi da tua luz ou da sombra, foi por luz ou por sombra, foi para a luz ou para a sombra? Agora, me diga, qual o defeito, o conceito, que se atira ou tira, e... Continuar Lendo →

Eram minhas

Eram olhos de brilho intenso, degustação de traços, trejeitos, graças. Era olhar de apaixonada, derramando descoberta, contornando o outro com os sentidos. Ótica de maresia, inundando melodia com o coração de oceano. Suspiro. Como ventos sempre sopram, a névoa destece, a realidade se mostra com todas as ranhuras de pedra. E o outro ali, nu,... Continuar Lendo →

Em trânsito

Às vezes se vai pegar um ar e volta com o peito quadrado. Outras vezes, do caos, brota uma brisa oxigenada. Termômetro, meteorologia, qualquer coisa que mensure o inesperado, não existe. João passava dia após dia levando a vida na calculadora. Rita, na régua. Pedro, na balança. Ana, a conta gotas. Uma matemática falida, exaustiva,... Continuar Lendo →

Das inteirezas

Do lado de fora, fôrmas, formas, rotas, concretos insólitos com pixações, etiquetas, jornais insatisfeitos. Ilusórios. Para o lado de fora, invisíveis eram. Para o lado de dentro, potável, doce, água de lagoa de afeto carambola, laço, ar liberto, oxigenado no tato do abraço, olhar de cafuné ao pé do ouvido. Para o lado de dentro:... Continuar Lendo →

Peito Cheio

A maré subia, tudo a volta era som de mar quebrando alto. Um caos marítimo se revelava, trazia conchas, espantava peixes. Olhou a volta, o peito apertado. Parecia seu próprio reflexo a agitada bandeira vermelha. Esticou as costas na areia que parecia carregada de pedras. Adormeceu olhando gaivotas, desejando os olhos mais leves. No sonho,... Continuar Lendo →

Do tato

O menino sozinho na beira, as mãos tentando moldar e reter bola de areia. Os grãos distraídos escorrendo dos dedos, as ondas rítmicas os engolindo. Não se molda em areia, seu menino. Se esculpe no trato, no dedilhado, em barro. Mas até o barro racha frente a gesto descuidado. Era um sopro de brisa ao... Continuar Lendo →

Seguir

Ao passo do que preciso for desmanchar, desconstruir os rumores da memória, náufragos perdidos, laços dissolvidos desmuralhar os sentidos, reatar consigo. Ao passo do que a vida propor tornar a grão de areia, reconstruir.

Carinho

Rola na mansidão do tempo em onda de brisa que não se pontua a delicadeza da ternura.

Dicionário da Mutualidade

AFETO: no acolher, ser afetado e afetar no contato. CUMPLICIDADE: ser uníssono na vivência, na troca, laço. AMIZADE: ser banda no sol ou na tempestade. PAR: a arte de somar, sem borrar, afeto, cumplicidade, amizade. GRAÇA: uma sopa das quatro palavras.

A água mais quente

Era uma roda de amar muito maior que a beira, uma ciranda de dois em pouso de doce cheio. Era uma renda bordada entre nós de um rio em leito inteiro. Era uma flor trançada entre dedos, um mar de corpo e sossego, uma graça de alegria cúmplice embolada entre os cabelos. Um deságue exagerado... Continuar Lendo →

Sem parar

Para derramar: não adoecer de fluxos ao meio. Para ensolarar: viver o que inunda inteiro. Para ser: despir do peito areia. Para amar: o mergulho ao que leva ao verdadeiro.

Latitude

Eram dois passos de distância entre a verdade e a incoerência. Um ponto ao centro em mapa escorregadio guiava o movimento de olhos fechados. Era o tato, um feeling sutil, uma brisa de sentimento bussolando o movimento. Ao final, tinha tudo e não tinha nada. Nem marca de quimera, nem toque de angelical asa. Havia... Continuar Lendo →

Longitude

Afasta-te pé ante pé dos desvarios das margens, por onde escorrem as falas displicentes dos sentidos e infiltram limos de indiferenças. Escorra pelo profundo dos sentidos o mergulho despido em entrega e verdade. Liberdade. Ser a pele do contato dissolvida em água.

De metáfora e melodia 05

A gente é como um instrumento. Desafina, afina, ganha uns arranhados, tem o poder de um som cheio, desafia quem manuseia, precisa de cuidado... A gente é só instrumento, e somos apenas som em possibilidade. A gente muda, e muito, na variação rítmica do tempo da vida. O repertório muda. As durações mudam. Os exercícios... Continuar Lendo →

Do instante feminino

Tinha um pulso de tormenta dobrada no trilho do tempo andado. Uma força tremenda, em renda vazava os quereres de um peito que não se rende, deságua e segue pelos passos dados entre o medo e a coragem. Eram os olhos de colheita arredondados, contendo todos os elementos em um universo. Era um só feminino,... Continuar Lendo →

A liberdade do pulso

Eram três tempos o necessário. Se abrir. Sentir. Renascer. Eram três passos de contato. Semear. Cultivar. Colher. Era uma só vida no pulso. Ser. Para tudo que limita: lavar, desfazer.

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