Unificações

Dá um trabalho pra lá de danado quando se inventa de fazer diferente, e o tal diferente envolve unificar. Uni ficar, ficar um, unir as partes fragmentadas. O novo às vezes chega pela sombra e pega de jeito, assalta a memória, propõe cumplicidade com suas idéias. A lagarta presa ao seu rastejo não imagina que ali na frente voará colorindo o ar. O passarinho, quando bico a bico constrói seu ninho, não tem como prever o minuto em que, depois de aquecer seus ovos, se deparará com a face de suas crias. Mas lagarta e passarinho tem um algo mais em comum: fazem do suspense do desconhecido um aconchego. E assim, acabam por dar boas lições no humano, tão cheio de massa encefálica, tão senhor de armadilhas para prender a si mesmo. Para quê se debater? O novo é inerente à natureza, basta comparar com as sementes. O vento arrasta, tempo a tempo movimenta. Resta o um em si, único; e plural assim: no somatório de suas unicidades.

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