Do ato de entrelinhar 1

“Simplicidade é artifício recolhido, dobrado, alisado a ferro. Leveza aérea daquilo que foi corrigido e passado a limpo.”*

Schhh… ouve o silêncio rompido pelos dedos nas teclas, da ponta do lápis em deslize pelo papel, do desalinho das palavras na garganta; o incômodo insatisfeito de estar a todo tempo se reescrevendo, se reeditando, os ecos do re-e. Essa necessidade desmesurada de extrair o peso a borracha.

Schhh… deixa a balança da história sinalizar quantos pés de página não são precisos. Debruça ao lado de um ouríves, descobre aonde estão os quilates do vivido. Entrega os restos aos bandidos. Sai das rotas dos labirintos da condenação, dos olhares mesquinhos, da escravidão das cifras e das imagens.

Schhh… invoca Platão dentro da caverna. Admira a beleza semântica da palavra paz.

“É também a fome que ensaliva perto do prato, movimento de um corpo que acompanha o ritmo. Simplicidade é aquilo que se quer. É a górgona do sentido.”*

* Fragmentos de “Provisão poética para dias difíceis” de Marcos Siscar

7 Respostas para “Do ato de entrelinhar 1

  1. Ôps!

    Quando recebi seu e-mail, pensei que fosse casinha nova não virtual – seu tio me disse que você pensava em mudança…

    Seu espaço aqui está, como sempre, uma lindeza – de ler e ver!

    Beijim e carinho,

    Nana.
    – preparando-se para Paraty. Vamos?

  2. Hey, amei muito!

    é seu universo virtual

    tua cara, moça!

    beijos da vênus em gêmeos aqui,

    Moon.

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