Das sacudidelas

Repara como a poeira tem gosto pelas entranhas das coisas. E como esconde o brilho da naturalidade do que encobre. Se uma camada deita sobre outra e sobre outra e outra, por fim, o que se sabe do que tem ali? Coisa nenhuma endurecida? Não conheço ninguém que queira ter no centro da mesa, esticado na cama, ou guardado com sentimento, uma coisa nenhuma endurecida. Repara… se eu me deixar vestir pelas camadas e camadas de poeira ventadas pelo caminho, viro uma coisa nenhuma endurecida, certo?

(silêncio)

Desculpa a desatenção. Não considere descuido. Precisei tomar banhos e banhos.

Uma resposta para “Das sacudidelas

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