Do ato de entrelinhar 2

DO PÓLEM DAS MÃOS EM FLOR (PARA VIVER UM GRANDE AMOR) "Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor."* Para viver um grande amor, preciso primeiro é fazer-se despido, levar nos olhos o sorriso de quem não flerta com a... Continuar Lendo →

Gastar o Velho, Nascer o Moço

"Deixo tudo assim não me importo em ver a idade em mim, ouço o que convém. Eu gosto é do gasto."* Receita médica no spa das fugas:  Acupuntura, agulhas milimetricamente posicionadas nos bloqueios das contas impagáveis. Litros de silicone para preencher o amor bebido. Botox para paralizar velhas expressões. Ansiolítico para o bruxismo das preocupações fantasmas. Drenagem... Continuar Lendo →

Do andar da marca do tempo

A porta das escolhas se colocava à sua frente assim, múltiplas maçanetas no trabalho da madeira encerrada. Era preciso segurar uma com dedos e palma, no aperto firme mover-lhe em abertura. Cada uma a seu modo, material, segredo, sentido. Cada qual com uma possibilidade de caminho distinto. Uma ou outra por engano parecida. Uma ou outra em... Continuar Lendo →

Burla-Bula

Dias confissionais bulinam. Alguém tem reza forte contra o vírus dos insights desastrosos? Qual o santo dos sentimentos urgentes? Antibiótico. Streptococcus da presença multiresistente. Confissões perigosas. Que fazer com o que a vida revela escondido na pálpebra da querência? Vacina. Chacinar princípios naturais. Vidrinho rotulado do ser assado. O tempo é homeopático. Seu Doutor, não achei cafuné... Continuar Lendo →

“veja você onde é que o barco foi desaguar”

FEMINININHA Vê, não me chamo Maria. Nem Amélia, nem Lira, nem gata no cio. Sou coisa simples, mulher em seu pluri-oficício. Não, não vou ficar velha. A cada dia mais poesia.   O SARCASMO DA LÍNGUA Quanto vale, seu moço, um punhado dessa especiaria? Advérbios? Quantos pra que te leve os adjetivos? Ah, fechado, vocábulos... Continuar Lendo →

“contratos feitos com o tempo”

Eu sei, você não se deslocou até aqui para sentar na minha frente e ouvir o velho blablablá de todo o sempre lançado por qualquer boca. Eu sei, eu sei, não precisa me olhar com esses olhos de mistério, nem estufar o peito como se tivesse prestes a receber uma notícia mortal, ah!, nem esse sorriso guardado como se... Continuar Lendo →

Banquete dos Conselhos Negros

Se cair a frente uma isca interessante, morda. Não vá na ilusão da isca ser qualquer outra grande coisa, escolha pela escolha de quem escolheu a isca e deixe que o escolhedor pesqueiro te recolha. Quando te deitar os olhos sedentos e abrir a boca, abra a boca, pegue com as escamas. Antropofagize. Te pegou na... Continuar Lendo →

Retalhar o ler como convém 1

Os dedos trêmulos de noite. O inverno e sua seca na boca. Non atos. O mistério do não querer entender. O ver, inevitável, da falta de ausência clara. Um livro há de forçar a ler o que já está ali, suspenso, escrito em si sem dizer. Ninguém escapa, solidão é silêncio de sentido em qualquer... Continuar Lendo →

Desconstruções da Esfinge

  Decifra-me ou... calma, não devoro. Não sem saber dos seus temperos, só guardo à lingua o que me valhe o gosto. Sei da fama, trituro aos dentes e cuspo em fogo - apenas os que não me alcançam ou verdades escondem. Mas decifra-me, há caminhos secretos que renovam forças e a fé que ilumino... Continuar Lendo →

Pe(s)cados Alheios 1

Acordou no se sentir cretina. Cafetina de idéias póstumas, com um silêncio preenchendo abismos. Por falta de sentido, por pensar demais.

Ano Par

Me avisaram: este ano tudo convergiria às missões das pariedades. Não tenho domínio disso. Creio saber quase nada. Mas a curiosidade é mesmo a louca da casa que sai de peito aberto em convites irrecusáveis. Com domínio ou não, sabendo ou não, com ou sem acreditar, a coisa PAR deu de cair de pára-quedas. E... Continuar Lendo →

Comum…

Será que ele liga? Eu sei, sei, o mundo anda complicado. Não, eu não quero prever nada. Mas deixa eu ser euzinha um bocadinho... queria que ele ligasse, e daí? Estranho... bom, coisas do mundo... Estranho mesmo vai ser o dia em que pedra restar sobre pedra... milagre assim não acontece em nenhum dia da vida.... Continuar Lendo →

Das urgências de um TRIIIM

Alô. Amiga? Por deuses, ai, você atendeu! Não, não, tá tudo bem. Quero dizer, melhor! Ai, chego a estar tonta. Precisava te contar... péra, quieta, deixa eu falar, caramba! Bem que vocês andaram me falando... eu sei, cada uma com um jeitinho... eu sei, eita, já disse, não levei nada a mal... eu quero agradecer,... Continuar Lendo →

À casa grande

Com toda liberdade do respeito, minha patroa, como a senhora é perversa, D. Poesia! Não perdoa uma bainha de tempo escondida na dobra da minha letra... fica quietinha ali guardada na espera de ser relida pra zombar dos meus tropeços nas suas esquinas. Me entrega, assim de bandeja, ao olho bobo bandido que é tanto... Continuar Lendo →

No cenário que encaixar

- Faz tanto tempo que a gente não senta pra um papo que eu nem sei por onde começo. Diz aí, e as novidades? - Se eu bem te conheço e pelo o que tô vendo estampado na sua cara, melhor você me dizer o que é que tá acontecendo. - Acontecendo? Sei lá... tanta coisa... Continuar Lendo →

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