parar f(r)ases

                                                 maoscriancagato1Quanto mais me aproximo dos homens,

          mais quero ficar perto das crianças.

 Dois dedos esticados na mão lançada para cima : autos!

 E um eco do peito, uma certeza: a pior fantasia é a adultecida,

 é preciso despir enganos, colher raiz. Me dou o direito

 como quem bebe alforria feito medicamento.

Como o poeta: “não quero ser nada”,

quero apenas a linguagem do afeto.

 Como o músico: “como um cego tatear estrelas distraídas”,

 vou a minha meninice grande. Lançando ao chão da tabacaria metafísica

 todo embrulho do ter quer ser, os personagens, o labirinto das alegorias.

Quero apenas o lúdico de quem sentindo alquimiza a vida.

– nenhuma sabedoria é gente grande, todo saber é criança.

2 Respostas para “parar f(r)ases

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