linha de vagão

Vou fazer um bordado de sapequices poéticas.

Sentadinha no metrô na volta do trabalho

olho:

 

a moça da frente tem os olhos verdes tristes

o homem ao lado espicha as pernas e treme

duas tagarelas não medem o som da fofoquice

a senhora à porta toca a vida de braços cruzados

 

desenrugo as linhas do mar da moça

solto oxigênio destemido

silencio toda necessidade do olhar alheio

e abro a porta da vida abrindo os braços

 

Bem sei… a roupa da poesia

não é feita para vestir por fora.

2 comentários em “linha de vagão

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