descalando o entrelinhar – retornos e reencontros: inside

“Tudo que cala fala mais alto ao coração. “*

Silenciosamente os maiores desafios são enfrentados com o coração.  Entre os nãos e sins, entre os movimentos da luz sobre a escuridão. A peneira e seus preenchimentos, o tornar-se reservatório, onde o impossível só é possível com amor, com compaixão: com paixão. Deixar de ser medo e desejo, se entender entrega e querer, sem tabuleiro de xadrez, sem castelo de lego substituindo os de areia, sem saber o que comporá os ensaios do pincel, aceitando os nãos externos, escolhendo os sins internos.

Porque os maiores desafios são os nãos que calam o coração. E os buracos da peneira que escorrem a escuridão sobre o entender. Silenciosa mente, silenciosamente, costura as brechas, se expande em si mesma, derrama a força e a beleza que a palavra não diz. Porque entre som e luz a vida é composta por atos. Esperas são pausas fora de compasso, são cheias de “se” e seus substituíveis. Cada voz que canta o amor sabe seu lugar e seu por fazer, só precisa confiar em si dentro da sinfonia.

“Tem certas coisas que eu não sei dizer”*

(* fragmentos de, Eu te amo calado, Lulu Santos)