Por cansar, para cansar… De esvaziar o saco

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Dentre as leis da física, as leis que nos regem, como desdobramento da entropia, a lei do cansaço. Eu canso, tu cansas, ele cansa, nós cansamos, vós cansais, eles cansam. Quem nunca cansou que atire a primeira pedra.

Para começo de conversa, se canse. Chegue à fronteira do limite, ultrapasse o limite, sinta o limite, até deixar de ser o limite, até dissolver em si os dois lados e sua linha imaginária. Chute o balde, rompa. Quebre o vidro. Mate a casca. Saia da senzala. Se canse.

Por um segundo, encha a boca de displicência, diga: deu no saco.

Pronto! Agora aceite, o que se esvai não se sustenta, o que é de vidro jamais seria de aço, e qualquer senzala não é algo para ser habitado, toda casca é temporária.

Agora olhe a volta depois de tudo desmanchado, depois do saco ter transbordado. Sobrou o que? Você sem suas fronteiras.

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