Escuta, Alguém!

Há mais de dez anos atrás li o Escute, Zé ninguém, do William Reich. Demorei mais de dez anos para poder falar do livro. Hoje, por algum motivo tolo ou não tolo me voltou a cabeça o lido. O que Reich parece ter por intento fazer é descascar o ego, a vaidade a autoimportância. E o faz fazendo uso de um discurso incisivo, direto, por um ângulo podendo ser chamado de até bruto. Não que seja relevante, mas concordo e discordo do livro. Concordo por ser pontual no cirúrgico, discordo pela linguagem trepidante. Para quem precisa de um sacode, pode ser um bom livro. Para quem está cansado dos entornos, pode ser uma pedida perigosa.

Mas por que dez anos depois retornar o foco sobre esse livro? Porque ia ser a poesia da semana…

Acorde, Alguém!
Se você é pop os outros tem atributos também,
Se você precisa de tributo está na hora de se sentir alguém,
Se você acha que ato falho é tudo, está em tempo de mudar o discurso,
Se você fala no palanque sem preencher o discurso, vale mais estudo,
Se você estuda para ter olhar crítico, faz o olhar mudar também,
Se você desfila, entra na fila, tem quem canta, tem quem dança, tem quem faz bem.
Se você precisa ser tudo, ocupar tudo, reinar em tudo,
Escuta, Alguém, o mundo é cheio dos seus ninguéns.

Pronto, inusitadamente inspirada em Reich e no HipHop.

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