Júpiter

Não me fale a língua dos impossíveis, tão menos do que calam os sentidos. Me fale, apenas, no tom da esperança onde toda a verdade é audível.

Para atravessar

Há um caminho pedregulhoso que leva a tudo o que verdadeiramente importa. Por vezes não se sabe se cabe ao passo, se as pernas chegam, se os braços alcançam. Por vezes o tropeço, o medo, o erro, o sol a pino convocam as perguntas: eu posso? eu consigo? Estamos sós nesses momentos, porque somos sós,... Continuar Lendo →

Corriqueiras Alegorices 6

Enquanto houver muralha como necessidade nas fronteiras haverão castelos templos do medo. Enquanto houver lança chamas como necessidade dos castelos eles serão meramente pedra e areia. A vida é a arte do jardinar. Somos colcha de retalho onde a costura e o gesto é amar.

Fina Flor

A volta tudo é suficiente e próspero. São os olhos viciados em faltas e as mãos fechadas dos quereres que ilham dos continentes do ser. Vale mais lançar- se despido aos braços que reter-se no deserto das máscaras.

Renascimentos Sãos

Do renascer, deixar por terra os ossos que não sustentam mais. Despreender-se das marcas na pele ao invés de cultuá-las, liberar os tecidos. Amar cada molécula despida, pela graça e pela promessa de como reagregarão. Salgar os olhos, amaciar os dedos. Enterrar as solas sem velório: posso despojar-me, obrigada pela caminhada, por ora sigo em... Continuar Lendo →

Insights Itinerantes 15

No simples, está tudo sendo dito: sinais, metáforas, silenciosas epifanias. Viver foge a métrica. Nada se sabe o que virá, do percalço, do calçado, do passo dado. Se o universo conspira, há de se saber ler na entrelinha, desenquadrar a mágica inspirar os sentidos. Na brisa, chega o suspiro, doce, intensamente doce, com seu dito:... Continuar Lendo →

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