Sem pauta de acaso

- Sorte a minha, azar o teu - pensava ela. Redigiu: azar meu, sorte a sua eu mudar a órbita da linha, da rara costura, da plácida verdade que derramava. - Não, sem lágrima derramada - murmurou entre o lápis e a borracha rasgando o papel. Respirou fundo, fechou o caderno empurrando de lado. O... Continuar Lendo →

Quens em Quando

Quem enquadra não escuta. Quem muito acha, entende pouco. Quens em quando alguém julga por ótica quadrada o que a lente enxuga. Quem supõe não toca e quem não toca não sente. Quens em quando alguém se amarra à borda e a mágica do aprendiz não enche o copo. Quem muito esvazia, tole. Quem só... Continuar Lendo →

No sopro do carinho

A força é da singeleza do cuidar,  brutalmente delicada, se estende quem é, rega o outro como está. A força, tamanha, nada frágil de ressoar no gesto uma mesma verdade: amar é flor de variadas pétalas que por onde sua textura tange uma orquestra inteira se curva a tocar.

Sou Legal – Não Estou Te Dando Mole

A frase é incrível, tem um milhão de versões, escolhi essa imagem, para falar do que é chato, que todo mundo passa, que ao mesmo tempo que faz parte, não, não faz parte. Quem paquera sabe quando é paquerado. Sabe a diferença da energia, do olhar, do gesto, de alguma pista quando há reciprocidade. A... Continuar Lendo →

Pelo verbo acordar

Acordar: desentorpecimento dos castelos de areia, das zonas de conforto, do hábito de negar a própria alegria e crescimento. Liberdade das adjetivações tolas, críticas, das culpabilizações descabidas, da falta de escolha de escolhas. Porto do cais do verbo aprender. Despir de camarim, demaquilante dos personagens e idéias pré-concebidas que por afeto se acha que se... Continuar Lendo →

Rítmo

No rastro da água na borda do tempo desfazem amarras se ruma em unguento. Nas dobras da noite nos levantes do dia revezam as toadas se lançam os pássaros urge o firmamento. 

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