Quens em Quando

Quem enquadra não escuta.

Quem muito acha, entende pouco.

Quens em quando alguém julga

por ótica quadrada o que a lente enxuga.

Quem supõe não toca

e quem não toca não sente.

Quens em quando alguém se amarra à borda

e a mágica do aprendiz não enche o copo.

Quem muito esvazia, tole.

Quem só tole, se esvazia da troca.

Quens em quando alguém se precipita

e deixa de ser mar atado ao bote.

Quem mergulha se despreende.

Quem se lança se aposta.

Quens em quando alguém se desenquadra

abre, salta, recolore, conecta

e à beleza da existência acorda.


* imagem: Enkel Dika 

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