Dos erros aos reacertos 

Existem erros que a gente comete, que ao serem percebidos por nós mesmos, nos custam um peso de caminhar sem saber como se perdoar. A vida é feita de erros e tropeços, e tudo isso faz parte, mas todo mundo tem lá aquele seu pacotinho de erros difíceis de conseguir se perdoar. Se dá algumas desculpas, cria umas tantas justificativas, mas nada sossega aquele peso sobre o cometido. Acontece.

Há também uma mágica que acontece: um dia vem alguém com o pé no acelerador do vou errar e comete um erro semelhante com você. Erra, imensuravelmente feio com você assim como você errou com alguém um dia. Dá uma raiva danada, natural. Beira a dupla raiva.  Faz parte, acontece. Mas está naquele erro recebido um presente oculto: se perdoar pelo erro emitido.

Aberto o presente oculto, entendido a si mesmo um dia em seu próprio tropeço através do erro do outro recebido, vem junto uma flor: não se magoar ou ressentir, não travar em si o arranhado cometido pelo erro alheio. Acontece. Eis a mágica. A alquimia do peso em leveza: erros que geram acertos internos, o outro como oportunidade de curarmos a nós mesmos, e ambos por nós aceitos como livres em nossas tentativas.

http://crisebecken.com

* imagem: Vital Lordelo

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