“Life is like a box of chocolates”

A gente se surpreende. Temos a cabeça cheia de referências, filtros, belezas e impurezas. Mas não sabemos nada, nada absolutamente do que vai dentro de cada pessoa com quem lidamos. Achamos, achamos muito, feito criança pulante no banco de trás, com a pergunta: está chegando? Junto a um monte de querências. 

Assim erramos. Nossa, como erramos! Ilhotas vendadas, erramos pela indelicadeza de não concebermos que dentro do outro, pode haver tudo. Logo, nos deparamos com surpresas tenebrosas. E somos arrebatados por outras, vindas de onde menos esperamos, que nos devolvem a graça e a doçura.

Ternura. Poderia ser assim, entre o chocolate e tons de marsmellow, não? Não, não é assim. Às vezes se olha e considera: bombom de cereja. E aberto o embrulho: giló. Às vezes se pondera, com aquele olhar de sabedor do mundo: ih, lá vem salgadinho velho. E ao acaso esbarrado e aberto: caramelo. A ternura só fica então certa na possibilidade dos dedos que desembrulham, e isso cabe a nós, escolha de cada um, ou não, de como se conduzir nos processos.

Pessoas se revelam. Vezes em suas melhores partes, vezes em suas sombras que preponderam. E se a vida fosse para ser simplesmente fábrica de algodão doce, perderíamos os aprendizados das texturas. Mas mais, perderíamos a mágica de termos a esperança resgatada pelo impacto de umas pérolas entre os chocolates.

I’m not Gump. Just walk like in a florest of boxes. Mas você, ao que se propõe ser quando desembrulhado?

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