Minha jangada vai sair

Todo ano sai uma jangada ao mar. Doze meses de percurso saindo de quem se está, sem se saber a quem se chegará. O que se tem como guia, cabe a cada um sua escolha. Pode tudo… só não se pode ir vestido de desesperança. E quem souber se escutar, terá céu e mar.

Todo ano sai uma jangada ao mar. Fere-se algo, mareia, ventos mais fortes não deixarão de dar seus balanços. Mas o mar é próspero, e olhar como algo inóspito é coisa de quem ainda não aprendeu a navegar.

Mais um ano, e sai novamente a jangada ao mar. Dizem que conselho bom deveria ser vendido, mas jangadeiro não teme a troca e sabe que a vida é feito a rede, e que é feliz quem sabe compartilhar.

Então, que o amor seja a escolha própria. Que se esteja em tripulações onde cada um se equilibra por si mesmo mas sejam atentos no gesto e no cuidar. Que não se espere diferente do que se mostra como possibilidade da corrente, e não se deixe de ter o zelo de escolher sob que tempo é favorável ou não se recolher ou se lançar. Mas que nada tire a coragem a prova de se ir na direção do que se acredita estar a buscar.

Sigam as jangadas ao mar… e que daqui 365 dias tenhamos a simplicidade de reconhecer e nos encantar com o que traremos de lá.

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