Salto

Buzinas, ruídos, tráfegos, vira e mexe lhe entupiam os sentidos. Desbotava, assim, como pétalas que pendem. Afogava no não ser, feito entorpecimento poluído. Quanto menos oxigênio no sentir, afogamento. Virava um carteado clichê, mímico de capas, etiquetas, sentado em praça pública, como quem só o tempo gasta. Indigesta cidade do reino do eu limitava.

Até o momento em que o tempo que ampulheta os grãos vividos lhe disse: basta!

Despiu monotons, tirou da face as máscaras, confeccionou colorida pipa de sentimentos. No nu de si, a sensualidade harmônica da simplicidade: fogo, água, metal, madeira, ar. Não poderia ser nada a parte da natureza e de sua própria natureza. Poderia errar, poderia acertar, noite e dia, a partir dali, um pulso claro guiaria.

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