Astrologuês em MiNiConto – 01

- Como é que danço com a lua, mãe? - Menino, que idéia maluca, a lua é tão distante! - Mas eu gosto da lua! - Ah, garoto, coloca essa cabeça pro chão! E saiu a senhora andando a frente. Ele, atrás, uma bola no pé e um gol no coração, espichou novamente os olhos... Continuar Lendo →

Norte

Sonhos pequenos, de valores imensos, sonhados a conta-gotas, buscados por uma vida toda, tantas vezes negados, estradas. Somos tão pequenos, e o céu tão largo... atalhos que nos encontram de volta, sinais, placas, insights, uma pequena concha pelo mar deixada, uma noite inteira em afago de presságio, para que o sol reaqueça no peito como... Continuar Lendo →

Luz

Uma borda de luz, um anzol, uma linha sutil de sinais desliza na guia, conduz. Uma chama, através da onda gentil de espuma clara se acende e propaga: o amor te guarda.

Vênus Alada

Não sabia da perfomance das escolhas a prolongar mais tempo do que cabia se vendo pouca, pequena, inútil coisa. Não sabia para si suaves brisas, doce pousar que lhe valia. Via-se bruta, amarrotada, poeira tosca, de si, então, sabia nada. Até que um vento imperioso rompendo amarras quebrou o errôneo espelho torto. Desabotoada das vestes... Continuar Lendo →

Solo

Derramava um silêncio de desatar nós, nós que já fomos, nós que borramos sóis. Sois da cor a pétala que desfixou, por força da voz o só, o nó, o nós. E por tato da falta de espera cansou e retonalizou em pluma leve, dispersa, para além do nó.

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