Prosa Sinestésica

Um raio de sol escorria pela testa, ondulava nos olhos, piscava os pássaros no céu no leva e traz de respostas. Saboreava a brisa como quem bebe gota a gota um prazer de laço, afago dos sentidos. A noite não reviraria dúvidas, havia um sol embarcado, bússola no peito preenchido, verão no tato do inverno.... Continuar Lendo →

Nu Natural

Faltava falar dos sentidos, da sensualidade do umbigo, do dedilhado nas costas, da chama entre barrigas, do peito esparramado, acolhido, das pernas trançadas, embaralhadas, do som respirado, impautável, de estar fundido. Dar voz a naturalidade do tocar sendo tocado tendo os olhos despidos. De resto, em meio a noite ensolarada, nada mais faltaria.

Bem Querer

Do gostar, enluarado no fundo dos olhos, pacato, claro, simétrico, feito gota de manhã dissolvendo a noite, verbo. Do tonalizar, ensolarado pelo impulso ao tato, sutil, inesperado, gesto, afeto. A beleza germina quando almas se reconhecem e destece a névoa que resfriava o peito e a pele.

A Métrica

Com o passo de quem não passa e prefere dedilhados sãos na cadência que segue e assume a própria afinação se abre pétala a pétala o tom. Toca pelo o que não pausa e não fere e encontra na alma o que transpõe amplidão.

Cristal

Havia um prisma de cristal pendurado na janela que apenas era tocado pelos raios solares na primavera. Anunciava ele à Sofia, esparramando raios coloridos, sua estação favorita. Por anos e anos quando tudo se coloria, ela respirava como uma criança, alegre, encantada: "é primavera". Por uma mudança de janela, o prisma pendurado deixou de ser... Continuar Lendo →

Entre o Céu e a Terra

O caminho é múltiplo, circular. Entre a paz e a guerra, entre a dança e a inércia, o caos harmônico, a harmonia desorganizadora. Ergue muralhas quem não se dispõe ao movimento, e adormece. Promove ventania quem por domínio em lança se ergue. É próspero o que navega selecionando não carregar o daninho, o ácido, o... Continuar Lendo →

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