Canalha bom é o assumido

CANALHA BOM É O ASSUMIDO( crônica da série: Entre Homens e Mulheres) Em 1920, canalhice, aquela malandragem, aquele sabor machista, era aspecto de perfil dissimulado, sorrateiro. Através dele, o narcisismo frágil, o petisco quase sociopático de gerar engano como forma de conquistar e se nutrir, para depois se vangloriar da soberania do uso e do... Continuar Lendo →

CONTOTERAPIA – Ana Anda

Ana por muito tempo foi uma pequenina planta andante. Com as formas incertas, um aspecto de coisa pelo caminho. Porque não se achava em si mesma, perambulava procurando seu canto. Muitos que lhe passaram tentaram dar-lhe nome, caracterizar, prever infortúnios ou floradas. Mas nada daquilo lhe resolvia, tampouco alegrava. Por vezes sentou-se em pedra em... Continuar Lendo →

CONTOTERAPIA – Zé

Zé tinha a força do sol correndo nas veias. Movia-se indiscriminadamente como os ventos, sem freio. Vivia sempre a beira do incêndio. Na cabeça o fazer. Fazer fazer fazer. No ritmo do atropelo, como um vôo cego sem pausas, atravessava noites e dias, semanas, meses, anos, sem pouso em si. Sem pouso em si mesmo,... Continuar Lendo →

Conexões Comunicantes

(crônica da semana com cartoon. crisebecken.com) Julieta partiu em navio, Romeu em foguete. Nessa versão contemporânea o veneno foi tomar distância. Mas a questão era que essa distância se quebrava em nada quando um do mar, outro do céu se lembravam mutuamente ao olhar uma estrela. No coração dela, a cara de Romeu. No coração... Continuar Lendo →

Mansamente

Mar de céu A angular terra Navega leve Sobre sonhos quentes Invertendo sombra em semente Devolve a graça Alegra Oceano de ser ao coração ... m a n s i d ã o . . .

Café ao Mar

Um par de botas cansadas que desgaste completamente o solado até os pés ganharem a textura da areia e despidos possam dançar na borda de espuma que mareia. Melhor que bem calçado é bem amado. Melhor que a resistência aos desertos, a graça pareada de seguir pelas águas. O só por mais que estruturado não... Continuar Lendo →

Hibisco em Aquarela

Azulava o dia como borda de pétala orvalhado de renascimento, tamanha chuva e tempestade trepidada sobre a textura do casulo da lagarta, como mantinha pendurada o sopro de nova realidade? A força brutalmente delicada enovelara na minúcia da paciência resistiu a cada tempo em sinuosidade Abrir mão de velhas estruturas do rastejo lento, tornar-se nua.... Continuar Lendo →

Imperfeição

Carambolas estreladas, sinos, perfeições, no para sempre garantido de era uma vez inventado algum perdura ao coração. Bom é o que toca em verdade, o equilibrismo das imperfeições, o contato, a coragem de dois que sustentam a dança por ser ali onde mora a vontade (e a verdade). O sol nasce na janela da aorta... Continuar Lendo →

Para Curar

Perdão é um pote de remédiopara uso prolongado,nada de gotas, colheradas.Digestivo. Alcalinizante.Laxativo. Calmante.Serve para tudo,sem efeito colateral.Camomila na ferida mais profunda.Arnica para o coração.Uma plantação de novas sementes na mente,a curar a leitura enviesada.Rico assim, é filho de duas rimas simples,mas nada pobres:aceitaçãogratidão.

TUI – ContoTerapia

TUI - ContoTerapia(crisebecken.com) Tui tinha um fio de alegria que sempre lhe escapava no bordado. Brigava com os dedos, se punha por vezes muito chateada quando o ponto enrolava, entortava, ficava com um jeito de desassossego. A moça queria tudo com excelente arremate, e por conta disso, o fio da alegria lhe escapava. Bateu um... Continuar Lendo →

Versos de Isolamento – 2

Areia e vento na aspereza da matéria,pulsando a aorta, roçando a pele.Feito semente nas transições da terra:do difícil a beleza brota,por caminhos invisíveis a água jorra.Entre o quente e o frioa existência nada morna.Feito cacto no deserto que ainda assim floresce,segue acesa a chama:a minha, a tua, a nossa.

Blog no WordPress.com.

Acima ↑