Centrípeta

A graça é o ponto de encontro onde velho e novo não desbotam. Uma linha que costura o sonho com o possível. Uma força que realinha o fazer sentido. Uma onda bem no meio do horizonte da vida.

Desvalores

De vidro, porcelana, plásticoo vazio frio do pratocom caldo ácido de palavraricocheteia na fomede cesta básica do respeito.Um feijão, dois feijões, três feijõesna pressão, no gatilho do garfo,multiplicados no ronco do estômago,subtraídos a conta-gotascomo caça níquel devorando a vida.

La Vangoghcela Pandêmica

A crônica falta de poética espicha a mente que não pisca. Ser humano redescobriu o inseguro. Nada serve de prédio, carro, geladeira, rococó, praia, avião, saideira. Rápido retoma ao pó, a vida seca e lhe escapa. Ou por onde cisma, deixa marca. Mas ser humano enche as fantasias de desumanidade, bate pé mimado, veste sunga,... Continuar Lendo →

Declaratório em Miudezas 3

A forma dentro da formaou fora, desentortao embotamento da tez,se liberta, se recria, se abre a nova,pinta o respiro, planta brisa, anunciaem reflexo do sol entre as sombracelhas:o possível melhor no por vir. Abrir os olhos, dar-se a chance,deitar horizonte ao sentir.

NUDES DESPOP

Na face retorcida da esfinge que me habita uma princesa de sujas botas comemora todas as saídas de partida. Os cachos descabelados no espelho vermelho do lago da vida brinda a mulher de laço sem fita. Mundo, mundo, quem estará ao passo? E a quem na curva da estrada desponte: ⁃ Alto lá, venha apenas... Continuar Lendo →

Colírio

Quem não pode ver o feioe romantiza onde não cabe o belo,na acidez que a vista não revelaem eco se faz cego ego ego. Quem não pode ver a pedratropeça, não pole o que a vida pede,se repete se repete se repete. Deixa morrer o que não te quer inteiro,olha a pedra, olha o feio,olha... Continuar Lendo →

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