Pérola

No mais profundo íntimo, a penetrabilidade:
poeira do outro na condição das miudezas.
A ostra que navega, não é só pérola,
é de um todo inteira:
rebola no seu interior
farpa, pedra, abandono, frieza,
de ralar, de ferir, de tirar proveito

– e ainda assim miudeza:
graúda pequeneza que bobeia
mas que a ostra elabora a valor maior
por ela.
Perolada vai por si aberta
dona das marcas na pele, tatuagem desbotada,
peitos assimétricos e uma clareza
reboliça de mistérios, despenteios,
roliçamente sendo por si mesma.

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