Em preto e branco

No pedregoso labirinto das dores
desencontram valores, desatam em sós
o que se prende em miudezas por miudezas
na não sinceridade dos duelos. O que quebra cabeças
desencaixa por distâncias despropositadas:
quem muito se estica, quem muito se amassa,
quem muito silencia, quem com a fala massacra.
No labirinto das pedras separadas ou atiradas
a dureza temerosa se serve do viver na borda
torna raso tudo que toca para se ocultar

– Desce ao mar, minha pequena,
vê que nele não afoga em sofrimento
a nudez do sentimento que é grandeza.

A fora do labirinto tudo é água
desmargeia dor para preencher os sentidos
na profundidade que não esgota.
Os que deixam a falsa segurança das pedras
despem suas mentiras de poderes
para saber dos segredos dos contatos.

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