Reflexões virais 1

Diz o dito que o pior cego é o que não quer enxergar. Pior é o que não quer escutar, porque fecha os olhos como quem encerra as pontes, e caminha com pés emborrachados displicente as alterações do solo. Alheio a realidade do tempo, o cego que porque não escuta não sente, seca ao ar... Continuar Lendo →

Essência

Pano algum cobreo que dá tatoao que significa a vida.Dor alguma encobreo amor impresso na pele.Quando o frio descostura laçosainda há memória e célula.Rico é ser sol nascentena morada do outroque enluarado bordao renascimento da matéria.

Do que deserta

Lançou-se à água em tiro insensato de quem quer ir de uma borda à outra no mais rápido traço e desconsidera que no meio do trajeto quando não há garantias a mente libera tubarões e baleias contra si mesmo. Turvo de espuma e medo no redemoinho escuro do peito brigava com a água.   Ah,... Continuar Lendo →

Do essencial

Tecituras de areia são beiras de espuma: desmancham, se rearrumam. Onde começa e como findam, muito pouco interessa. De água é o que penetra e fecunda desmargeando na nudez da vida. Interessa então o que esparrama, que por engrandecer é livre, par de asas assincopado na escritura uníssona que costura o existir entre o céu... Continuar Lendo →

Um

Seja como for Entre a luz e a sombra Navegamos no Tempo do Integrar em Reencontro.

Quimera

O olho que tudo vê amadurece entre as guerras e o cansaço nas trincheiras inexatas na ilha do querer. Vai desarmado recolhendo os espinhos lançados os convertendo em unguento sagrado de um espaço de paz. Essa paz distante dos combates tantas vezes pela ferida embotada. Desabotoa a veste do sonho dourado quando de areia e... Continuar Lendo →

Com o mar no céu

Na exuberância da transitoriedade, a constância é a mutação lunando os sentidos com generosidade. Vê que gentil o que a vida abre toda vez que a brisa feito o mar passa, e não se tem como carregar núvens como pedras na mala. Uma estrela amanhece, uma lua desagua.

A segunda face

A vida tem uma face de mármore fria, dura, desbotada, com algumas ranhuras de faca e uma aspereza de gasta. Bancada de escolhas culinárias. O que se prepara, como se tempera, o que se descarta, azedo, amargo, salgado. A vida dispõe uma segunda face a desprender-se desobediente da pedra. Doce, picante, ousada, remexe com liberdade... Continuar Lendo →

Conjunções

Carregava uma solidão impregnada nos poros. Feito manta de derramar uma tristeza silenciosa sobre a pele, a adormecer os sentidos. Uma angústia de nó, emaranhado entre o peito e a garganta, pesava, envergava a cabeça. Chão opaco como horizonte. Na corcunda da bagagem de que nada lhe servia, desceu tanto os olhos até deparar-se com... Continuar Lendo →

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