Pequenas epifanias em acordes 2

Derrama nota a nota no paralelo das cordas os acordes que acordam o arco entre o sentido e o toque a transpor a uma vibração maior o que harmoniza e retonaliza a vida. Viver é uma canção.

Leito de entrega

O que enche se esvazia, o que se esvazia se recria. Nenhum calço de paralelepípedo toca a magia de viver como um rio. Nenhum molde de domínio cerca ou seca a força do canto em realinho. Aos desvios, a entrega a dança com o universo. À mutação um brinde de estrelas entre os pés e... Continuar Lendo →

Inteirezas

O nu de si é mar. Ondulação de sal e tempo guiada pelos braços do sentimento. Sol que aquece o horizonte não mareia, abraça o abraço da existência. Em ritmo, tudo que aprofunda desmargeia, o ego fica em vestes na areia enquanto o ser renasce sem fronteiras.

Peneira

Vazio seco, vazio aguado, vazio doce, vazio árido: as pontes de passagem do ser e do nada. Onde tudo é e deixa de estar: são vazios, vazios sãos. A essencialidade do vazio pela vida germinada: a sombra e a luz não duram mais que um passo e o vazio torna a preencher.

Do verbo Desabrochar

A flor que desabrocha segue a rota assimétrica de seu próprio tempo. Fora de catálogo, não cabe aos dedos que a forçam, não agrada muitas vezes aos olhos, parece estranha aos quereres. A flor que desabrocha é generosa em sua própria trajetória, oferta como pode, vence a aspereza da noite sem nada buscar em troca.... Continuar Lendo →

A Métrica

Com o passo de quem não passa e prefere dedilhados sãos na cadência que segue e assume a própria afinação se abre pétala a pétala o tom. Toca pelo o que não pausa e não fere e encontra na alma o que transpõe amplidão.

Na pauta da vida

Disciplina é rítmo. Respeito, ao andamento. Tensões pedem o retorno à base. Transpor é adaptabilidade. Simples, e nada simples, a música da vida: inesgotáveis matemáticas.

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