Café ao Mar

Um par de botas cansadas que desgaste completamente o solado até os pés ganharem a textura da areia e despidos possam dançar na borda de espuma que mareia. Melhor que bem calçado é bem amado. Melhor que a resistência aos desertos, a graça pareada de seguir pelas águas. O só por mais que estruturado não... Continuar Lendo →

Imperfeição

Carambolas estreladas, sinos, perfeições, no para sempre garantido de era uma vez inventado algum perdura ao coração. Bom é o que toca em verdade, o equilibrismo das imperfeições, o contato, a coragem de dois que sustentam a dança por ser ali onde mora a vontade (e a verdade). O sol nasce na janela da aorta... Continuar Lendo →

Pequenas epifanias em acordes 4

Pequenos solossolados descalçosfazem que o mundo se apequenee um turbilhão se calepara que um outro mundo se agiganteonde o sentir fale.Quem toca sabeo que tocaou desfoca pelos calos?E quem é tocado sabecomo dançar a pautaou se perde entre as notas caladas?Ruidezas diminutas não cabem,é a luz melodiosa que integratocador e tocado.

Sem tato

Acontece da sombra de quem se amou acordar com os pés enroscados, sentar no sofá de manhã, tecer uma prosa silenciosa entre goles de café. Não era para acontecer, mas acontece. Entra por brechas, por rastros, por lacunas não preenchidas de alguma falta de verdade, alguma incoerência nada modesta, ou mesmo de uma mentira muito... Continuar Lendo →

A vida é um rabisco

Sem borracha nem régua, dura a largura e altura de uma página, onde cada um preenche ao seu próprio passo e compasso. A cada traço, uma porta nova se abre, quem sabe para uma curva, quem sabe para uma melhor definição do desenhado. Uma folha, não uma tela. Não irá para exposição, não participará de... Continuar Lendo →

Do yin, o pulso

Quem te ensinou que o afeto se expressa pelas formas brutas, te fez deserto. Não vá por aí semeando cacto, contando que flor se abra. Não cobre boas regas quando o que cultiva é força sobre o outro. Não fale de jardim se é abusivo com a terra. Ignora que a natureza se restaura em... Continuar Lendo →

Conselharinho

Onde não puder cantar, não pouse. Se asas não forem possíveis de dançar, não perdure. Que combustível para a chama da alma de passarinho, é a liberdade dos vôos integrados. Repara que o ninho é a mansidão do céu, galhos quebram, árvores caem. Onde não puder ser com integralidade, passe. Ao sinal de dedos ásperos... Continuar Lendo →

Guarda o Sol

Sabe que a noite trama em linha de prata a chuva fina, todo vento de desalinho despropositado se mostra espinho. Há mesmo uma vastidão que canta a liberdade do carinho, a condensação da alegria. Vê com mais verdade o que o abraço guarda da chuva. Olha com claridade o sol que não apaga na curva.

Torácica

Dor é espinha de peixe cruzada no peito, indigestão. Farpa no tato da retina, toxina. Reprise de memória não palatável, contra-degustação. Há quem se amordace, se envergue, cultive traça. Há quem se cale, rumine, erga muralhas. Mas há os que se despem, enfrentam deixando a dor doer até que sare e seguem libertos, com o... Continuar Lendo →

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