A roda do mar sem beira

Quando aceitamos quem não veio e aceitamos quem se foi, aceitamos o passo da dança e seus novos começos. Quando aceitamos o que se fez e aceitamos o que se deixou deixamos de lado a dança para ser fora da dor. Quando aceitamos o não dito e aceitamos o que se vivenciou, saltamos para fora... Continuar Lendo →

No amor não se perde

Da época que trabalhei em CTI, entre os casos que mais me marcaram foi o de uma paciente, que vou aqui renomear com o apelido de Jasmim, e de seu marido, também aqui com nome fictício, Lírio. Conheci Jasmim em uma internação dolorosa, tinha um tumor em região inoperável da cabeça, que havia sido diagnosticado... Continuar Lendo →

Por uma ética emocional nas relações

Existem muitos textos atuais, questionadores e incríveis, falando de superficialidade nas relações nos tempos atuais. Não vou chover no molhado, mas vou propor uma entrelinha com outra linha de costura. A palavra ética é sempre tentadora, escorregadia, circular. Da época  em que trabalhava em saúde, por mais árduo que fosse o debate, menos incerto do... Continuar Lendo →

Com os pés no chão 01

A gente não muda o outro. A gente muda a escolha de como lidar com o outro. A gente não diz como o outro deve caminhar. A gente escolhe com quem, como e até o onde caminhar.

Simpleser

Sobre simplicidade:reconhecer o que é, aceitar as possibilidades escolher com sua verdade. Sem beira de espera ou entremeio, livre para ser. 🌸🦋 *imagem pinterest

Entre a espada e a paz

Entre a espada e a paz, os passos do caminho. Da espada, a verdade. Da coragem, a paz. O guerreiro segue. Seguir o faz.  Entre a espada e a paz, o reflexo na lâmina do propósito que o leva e o faz. Tantas sejam as pedras, tantas sejam as perdas, tantas sejam as quebras, o... Continuar Lendo →

Fora da margem

Do outro lado da margem da esperança canta uma brisa que trança a lógica incomum dos sentidos. Ela tinge os espelhos com as palavras que comungam nos silêncios. Ela cala os cinzas das pausas lembrando o que permanece em movimento. O reverso das distâncias, a métrica ilógica da confiança, o contato, com tato, ela dança.... Continuar Lendo →

Corriqueiras Alegorices 6

Enquanto houver muralha como necessidade nas fronteiras haverão castelos templos do medo. Enquanto houver lança chamas como necessidade dos castelos eles serão meramente pedra e areia. A vida é a arte do jardinar. Somos colcha de retalho onde a costura e o gesto é amar.

Fina Flor

A volta tudo é suficiente e próspero. São os olhos viciados em faltas e as mãos fechadas dos quereres que ilham dos continentes do ser. Vale mais lançar- se despido aos braços que reter-se no deserto das máscaras.

Insights Itinerantes 15

No simples, está tudo sendo dito: sinais, metáforas, silenciosas epifanias. Viver foge a métrica. Nada se sabe o que virá, do percalço, do calçado, do passo dado. Se o universo conspira, há de se saber ler na entrelinha, desenquadrar a mágica inspirar os sentidos. Na brisa, chega o suspiro, doce, intensamente doce, com seu dito:... Continuar Lendo →

Dissoluções Possíveis

Dissoluções são para os fortes, aos entregues à coragem mesmo quando o vento rodopia os pensamentos e bambeia os passos. Há no ato que entorna os gestos o desalinhavar das fronteiras. Há nos gestos que lançam o ato o mergulhar através de si mesmo. Dissoluções são danças sincopadas e silêncios de verdade. Redenções.

Dos nãos aos sins

Não se alongar nas relações que não colorem, Não se reter ao que desbota, Dissolver arreios, âncoras, gastas botas. Ousar o solo. Ser entrega ao que recolore. Tingir a dança, a trança, a valsa e todas as notas. *imagem pinterest

Habitat dos hábitos

A palavra ergue paredes: ou afasta ou aproxima. Os gestos, senhores das moradas: ou enlaçam ou desalinham. Escolhas, como janelas: encerram ou iniciam. Vidros, telhas, azulejos: ou polidos ou rachados. Há de se saber mais dos terrenos para os passos: ou férteis ou áridos.

Aceita-ação

Aceitar a escolha de quem te destrata, Aceitar a escolha de quem não te escolhe, Aceitar a escolha de quem se afasta, Aceitar a escolha de quem não abre, Aceitar a escolha de quem lhe enquadra, Aceitar a escolha de quem lhe critica, Aceitar que as escolhas são pessoais do escolhedor com o próprio escolhedor.... Continuar Lendo →

Desterro Próspero

Existem os que agregam e os que se desagregam, os que se reconhecem e os que não enxergam. Existem os que são em troca e os que segregam, os que se encontram  e os que se exaltam. Existe o rico e o pobre  em uma moeda inversa onde próspero é quem não tem a ilha... Continuar Lendo →

De acordar

Sob a noite escura das nossas próprias cegueiras enquanto o peito turva por falar alto o medo render-se é desfazer-se de si mesmo. Simplemente seja. Feito a água ou a lua em espelho. Feito a árvore a desfolhar e refazer-se. Salte. Desnude. Solte. Salgue-se. Queime-se para fora da quimera. Amar a si é sem eira... Continuar Lendo →

Om Namah

Se calar as formas brutas, a imposição da força, a falta de amor que nos separa, a voracidade, as dúvidas, as fronteiras dos personagens, as entraves, a mendicância de si, a sede por se por ilhado, essa guerra que em tudo reflete a própria sombra. Se abrir ao derramar da vida, a amabilidade das oportunidades,... Continuar Lendo →

Paz é a consciência do instrumento que se é, e o reconhecimento de seu próprio tempo de afinação e aprimoramento.   

Simplicidades que racham 02

   A luz vai passar não importam quantas paredes muralhas, guerras, manifestos. A luz dissolve o mármore que encobre as idéias que emuralham a falta de fé na fé que não enxerga, e o império. Caem ditos, impostos, reclames, e adornos, julgamentos, moedas. A luz passa. A luz vaza. A luz segue em seus pequenos... Continuar Lendo →

Amando se aprende de amor, parafraseando

Amor não é por encomenda, nem por barganha, nem por crédito. Requintado em sua simplicidade, amar não é breve. Amor não é parcelado, mas também não se tira em casa lotérica. Não aposte no amor como quem lança sorte no bingo ou compete a cavalgadas. Não espere uma carta de crédito, um testamento, uma cobertura... Continuar Lendo →

a bailarina e a caixa

Gira a bailarina na caixinha em seu mesmo eixo sobre sua rígida perna ao som da regra em seu círculo dentro do círculo. Salta, bailarina! Se liberta dos dedos e escolhas alheios que lhe consentem a corda e a tampa aberta. Quebre a regra, flexibilize a perna, corra o risco, deixe a caixa vazia.  Leva... Continuar Lendo →

Das pequenas menções

A vaidade tem essa faceta irônica: quanto mais se agiganta o vaidoso mais se torna desinteressante, esquece que suas pequenezas quanto mais encobertas mais se agigantam. Se engrandece quem se liberta da imagem, quem se despreende das bordas dos olhos alheios, quem se desvencilha de sua própria margem rasa  e parte de si para a... Continuar Lendo →

Que espetáculo dos horrores o ego tolo e vaidoso se condena a fazer. Sem ter como aplaudir saio para respirar lá fora. A vida é um espetáculo mágico fora do teatro egóico.

Os que caem não fazem mais fortes os que ficam de pé. Quem alcança só, não chegou ao final. Prosperidade não é quanto se tem, mas o quanto se troca.

Orai e vigiai

Pai de diversas moradas que estais em nós não deturpadas sejam suas palavras manifestado seja seu amor, respeito e coragem. As diferenças nossas de fé, orientação e existência, nosso sagrado aprendizado de vivente, nosso direito a liberdade e escolha, que coexistam em paz.

Da série: entrevista-mente

Perguntou o jornalista: - De quê você se arrepende? - De não ter gostado mais de física na adolescência. - De física? Com o que você se identifica com a física? - O problema não é com o que me identifico, mas com o que consideraram que não me identificaria. - Você não está satisfeito... Continuar Lendo →

Por cansar, para cansar… De esvaziar o saco

Dentre as leis da física, as leis que nos regem, como desdobramento da entropia, a lei do cansaço. Eu canso, tu cansas, ele cansa, nós cansamos, vós cansais, eles cansam. Quem nunca cansou que atire a primeira pedra. Para começo de conversa, se canse. Chegue à fronteira do limite, ultrapasse o limite, sinta o limite,... Continuar Lendo →

Desabroche

Desabroche: desaperte, desarroche, despe rótulo, desmeça rotas. Desabroche: segue o rio, circunde a rocha, água mole, vida fluida. Desabroche: para todo sol não há peneira, ser cachoeira, soltar as beiras. Desabroche: ser em si, ser inteiro. Desabrochar é aceitação de si.

Por quebra de regra, quebre…

Quanto tempo uma pessoa espera outra pessoa? Vamos lá, considere que uma pessoa não é uma meta, uma pessoa é uma pessoa, um território sem mapa, não um ponto de chegada, conquista ou objeto. E vejamos bem, abaixo os clichês, normas, estereotipos e regras, não estou falando do velho blábláblá que tanto se repete. Estou... Continuar Lendo →

Fora dos conceitos se é inteiro…

- Quem sou eu? - Só posso saber quem sou. - Quem é você? (silêncio) - Para onde vou? - Para onde quem você é escolher ir. - Como escolho? - Deixando de lado quem você acha que é para ser em si mesma. - Então quem sou? (silêncio)

Quanto mais ou ainda…

Quanto tempo ainda levaremos para desapegarmos da frágil necessidade dos discursos, dessa fala repetida, batida, cansativa de teoria, com paetês de intelectualidade, repleta de nós de gravatas mentais, limitada, apertada, fechada? Quanto tempo ainda levaremos precisando fazer clichê o não clichê, para esconder a intolerância às diferenças, para nos adaptarmos com moda às métricas? Essas... Continuar Lendo →

O fim da linha

O fim da linha é quando o rolo se esvazia em contínuo, despida linha, a morte principia: da trança, do que era, do que seria, de toda espera, idéia, possibilidade não tecida. O fim da linha: e sua verdade declarada, não errada, clara, a feitura dada a linha. O fim, o fim da linha. Sem... Continuar Lendo →

O dom de (se) iludir

O dom de iludir... a sugestão de música onde a voz se oculta, a melodia sem corpo à dança. A arte de não ser em traje de passeio. O deixar rastro quando já se retirou do caminho. A ousadia não dita. O viver em ensaio por não se ter controle da conjunção perfeita. A idéia... Continuar Lendo →

Curvas em si

  Muito além do que se vê, está guardado o que se pode achar. É essa cegueira de imagens, essa poeira espessa de quereres, e esse vento áspero de formatos que esconde o que se tem para ver. Esse vício de caminhos, essa fome de emoções e métricas, nossos paletós de enxigências e suas gravatas... Continuar Lendo →

A Porta

Um dia o homem inventou a porta. Aprendeu e ensinou a colocar dentro dela o que lhe importa. Porta pequena. Porta suntuosa. Porta larga, grossa, pesada, com tranca, engradeada, porta. Porta, ainda que moderna, atual, medieval. Nosso princípio dos nãos, nossos avisos limítrofes. Não sei nada da verdadeira história das portas, e esse texto a... Continuar Lendo →

por novos e melhores ciclos

- Papai du céu, - Que foi, minha filha - imagina - Eu pometu num mi iscondê dibaixu da cama Chora um pouquinho, de levinho, respira fundo, enche o peito, segura os dedinhos, continua: - Mesmo si o medo di tomá bonca fô gandi. Mesmo si achá qui num intendo. Mesmo si o monstu fô... Continuar Lendo →

por muito pouco – ou, o ilusório das coisas

Por muito pouco se escolhe as margens. Por muito pouco se deixa à margem. Por muito pouco prefere-se a linguagem do espetáculo, os cenários, as imagens. Por muito pouco portas são rejeitadas, e janelas seguem fechadas pintadas de abertas. Por muito pouco o artificial poupa o trabalho. Por muito pouco desertos e abismos são criados entre... Continuar Lendo →

compassos

O silêncio é malha fina, coberta de brisa sem bainha que acolhe, aquieta, guia o vôo do porvir sem querência de linha no quando em que a vida cadencia o tecido do simples é. Encontros sãos são paz de dentro aonde só o silêncio enxerga as casas dos botões da fé. Então o silêncio rende... Continuar Lendo →

alcances

Indicou-lhe um lugar no alto de uma montanha, entre espessas nuvens de tempestade. Ao pé de uma única árvore, mais nada. Era alto, sabia, embora não visse nada abaixo. Disse-lhe: - Persista aqui, honre tua parte, coragem. - e deixou-lhe, mais nada. Era como uma criança tentando sozinha um dever de casa, e nada mais... Continuar Lendo →

6 anos em um minuto

Me olhou fundo o menino. Passando dois de seus dedos, um de cada mão, sobre as cordas de um violão, disse: - então cada um é uma música aqui, e se a gente tocar na mesma cordinha assim, ó, vai estar sempre junto? Um tanto por aí...

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