Antídoto

O tempo puindo discursos muito enroupados,revelando não fronteiras de soldadosmarchadas pelo poder ou imagem ou espaçoreduzindo a pele a desértico nadana da naa daa naaa daaaautista eco ecolálicoáridoseco, disfásico, traumáticoe rotulado líquido, líquido esvaziado?corroendo o esqueleto dos sentidosnão lubrificando as articulações do sentimentopandêmico descontato, desmatamento,sarna de carência para coçar em solitárias…mas ela, cadê? Ninguém viu,... Continuar Lendo →

Musicalmente

Acorde a acorde gotejaà dentro pelo espaçosmais profundosda pele, do corpo, por ondeuma sonoridade de esperançainunda no sentir e fecundaas possibilidades do peito.As notas pousam e voamno natural dos encaixespelo prazer harmônicode sons em cachoeira.

Mini Crônica do Real 1

Eram dois fortes competidores. Um se engrandecia de suas dores. Outro se engrandecia de sua falta de dores. Disputavam em linha tênue revezada. Um forte demais por fraco. Outro fraco demais por forte. Veio uma forte tempestade. Enquanto os dois desmanchavam-se em poças lado a lado, passou um terceiro levando a frente algo que não... Continuar Lendo →

La Vangoghcela Pandêmica

A crônica falta de poética espicha a mente que não pisca. Ser humano redescobriu o inseguro. Nada serve de prédio, carro, geladeira, rococó, praia, avião, saideira. Rápido retoma ao pó, a vida seca e lhe escapa. Ou por onde cisma, deixa marca. Mas ser humano enche as fantasias de desumanidade, bate pé mimado, veste sunga,... Continuar Lendo →

Declaratório em Miudezas 3

A forma dentro da formaou fora, desentortao embotamento da tez,se liberta, se recria, se abre a nova,pinta o respiro, planta brisa, anunciaem reflexo do sol entre as sombracelhas:o possível melhor no por vir. Abrir os olhos, dar-se a chance,deitar horizonte ao sentir.

Da Vincela

Ao natural, sinuosamenterepletas de desejos, texturas,sabores, pêlose costelas(jamais feita de uma delas),tão unicamenteespaço própriode escolhas, cultivos, germinânciasdos quereres expressos ou a manifesto,tão completas.

Receitas SOS 1

Se por lonjura de tempoa palavra é silenciada,logo se torna surda a percepção.Se por distração da distânciaos olhos cansam de procurar a mensagem,logo o inverno cala as pontes do tato.Então pega cada sentimento entaladoe cuida para que não se tornem pedra,coloque no verão dos expressos;se preciso for: gargareje o coração com canela.

Esperança

Com um olho aberto, outro fechado, meia a luz, meia a sombra, entre o seco e a umidade as raízes bem plantadas, sem sequer a noite esquecer seu nome: reina a jovem Esperança. Ao ressoar de trovões e tempestades e com envergadura ter de dançá-los, ou ao queimarem áridas as destemperanças que o vento carrega... Continuar Lendo →

Com o mar no céu

Na exuberância da transitoriedade, a constância é a mutação lunando os sentidos com generosidade. Vê que gentil o que a vida abre toda vez que a brisa feito o mar passa, e não se tem como carregar núvens como pedras na mala. Uma estrela amanhece, uma lua desagua.

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