La Vangoghcela Pandêmica

A crônica falta de poética espicha a mente que não pisca. Ser humano redescobriu o inseguro. Nada serve de prédio, carro, geladeira, rococó, praia, avião, saideira. Rápido retoma ao pó, a vida seca e lhe escapa. Ou por onde cisma, deixa marca. Mas ser humano enche as fantasias de desumanidade, bate pé mimado, veste sunga,... Continuar Lendo →

Declaratório em Miudezas 3

A forma dentro da formaou fora, desentortao embotamento da tez,se liberta, se recria, se abre a nova,pinta o respiro, planta brisa, anunciaem reflexo do sol entre as sombracelhas:o possível melhor no por vir. Abrir os olhos, dar-se a chance,deitar horizonte ao sentir.

NUDES DESPOP

Na face retorcida da esfinge que me habita uma princesa de sujas botas comemora todas as saídas de partida. Os cachos descabelados no espelho vermelho do lago da vida brinda a mulher de laço sem fita. Mundo, mundo, quem estará ao passo? E a quem na curva da estrada desponte: ⁃ Alto lá, venha apenas... Continuar Lendo →

Colírio

Quem não pode ver o feioe romantiza onde não cabe o belo,na acidez que a vista não revelaem eco se faz cego ego ego. Quem não pode ver a pedratropeça, não pole o que a vida pede,se repete se repete se repete. Deixa morrer o que não te quer inteiro,olha a pedra, olha o feio,olha... Continuar Lendo →

Café ao Mar

Um par de botas cansadas que desgaste completamente o solado até os pés ganharem a textura da areia e despidos possam dançar na borda de espuma que mareia. Melhor que bem calçado é bem amado. Melhor que a resistência aos desertos, a graça pareada de seguir pelas águas. O só por mais que estruturado não... Continuar Lendo →

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