Conjunções

Carregava uma solidão impregnada nos poros. Feito manta de derramar uma tristeza silenciosa sobre a pele, a adormecer os sentidos. Uma angústia de nó, emaranhado entre o peito e a garganta, pesava, envergava a cabeça. Chão opaco como horizonte. Na corcunda da bagagem de que nada lhe servia, desceu tanto os olhos até deparar-se com... Continuar Lendo →

CONTOterapia – Maria

Que começos não são desbravados considerando os fins, humano. Maria foi uma criança de asas, se lançava ao que lhe encantasse, se debruçava ao que o sentir tocasse. Clara, alegre, dada. Mas crescer talvez não tenha lhe sido tão simples assim. Na medida em que os tropeços de pedras e chão árido lhe alcançavam, Maria... Continuar Lendo →

CONTOterapia – SOFIA

Sofia era pausa. Se resguardava do mundo a cada passo. A conta-gotas desbotava a palavra não expressa, o gesto não tentado, a vontade não ousada. Era sempre um risco a tentativa, o sucesso ou o fracasso, a aprovação ou o desagrado. Sofia vivia como música sem compasso, suspensa no ar das possibilidades, sem pauta, sem... Continuar Lendo →

Cristal

Havia um prisma de cristal pendurado na janela que apenas era tocado pelos raios solares na primavera. Anunciava ele à Sofia, esparramando raios coloridos, sua estação favorita. Por anos e anos quando tudo se coloria, ela respirava como uma criança, alegre, encantada: "é primavera". Por uma mudança de janela, o prisma pendurado deixou de ser... Continuar Lendo →

Solfejos a Jorge

A embarcação adentrava noite. Na escuridão da direção, angustia na proa, medos em reflexos de orcas, tubarões, quem sabe monstros marinhos, dragões. Sofia tinha sonhos nas mãos, mas elas tremiam. Ali sozinha, tendo um mar inteiro de caminho, um horizonte no peito, a mente aos olhos lhe traindo. Era tanta água incerta a volta, que... Continuar Lendo →

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