TUI – ContoTerapia

TUI - ContoTerapia(crisebecken.com) Tui tinha um fio de alegria que sempre lhe escapava no bordado. Brigava com os dedos, se punha por vezes muito chateada quando o ponto enrolava, entortava, ficava com um jeito de desassossego. A moça queria tudo com excelente arremate, e por conta disso, o fio da alegria lhe escapava. Bateu um... Continuar Lendo →

Versos de Isolamento – 2

Areia e vento na aspereza da matéria,pulsando a aorta, roçando a pele.Feito semente nas transições da terra:do difícil a beleza brota,por caminhos invisíveis a água jorra.Entre o quente e o frioa existência nada morna.Feito cacto no deserto que ainda assim floresce,segue acesa a chama:a minha, a tua, a nossa.

Primeira Pessoa

Escrever em primeira pessoa, ou fixa nela, é algo que não faço há muito tempo. Não por seguir regra, não sou tão obediente quanto pareço. Aliás, a pessoa que melhor me definiu disse certa vez: sua desobediência sempre revelou sua lealdade ao sentido. Então, voltando, mesmo sendo pessoalmente circular e prolixa, resolvi hoje desobedecer o... Continuar Lendo →

Na distância de um abraço

Conta o dito que há males que vem para o bem, não sabemos. Há o que se ache certo demais e se prova errado. E há o contrário. O que o pensamento metrifica, o sentir cala. Abre um mutismo pálido pela invasão do ácido na beleza subvertida. Explicações, poderiam tantas, e tamanhas, pela garganta que... Continuar Lendo →

Do essencial

Tecituras de areia são beiras de espuma: desmancham, se rearrumam. Onde começa e como findam, muito pouco interessa. De água é o que penetra e fecunda desmargeando na nudez da vida. Interessa então o que esparrama, que por engrandecer é livre, par de asas assincopado na escritura uníssona que costura o existir entre o céu... Continuar Lendo →

Leito de entrega

O que enche se esvazia, o que se esvazia se recria. Nenhum calço de paralelepípedo toca a magia de viver como um rio. Nenhum molde de domínio cerca ou seca a força do canto em realinho. Aos desvios, a entrega a dança com o universo. À mutação um brinde de estrelas entre os pés e... Continuar Lendo →

De mato verso e prosa

Entre cheiro de mato e gabriela, água doce e pés na terra, um céu estrelado transborda a renda das árvores feito bebida que o peito esquenta.

A Força

Um pouco de toda coisa, uma parte em partes encaixada como todo e uma gota de sol a escorrer pelo corpo: uma irrealidade real demais afixa, mutável, em metamorfoses maleáveis, malabarismo de cor sem som, onda de som sem cor: constante em parto, parte, bifurca, aprofunda, reintegra e torna a nascer, e torna a morrer... Continuar Lendo →

CONTOterapia – Maria

Que começos não são desbravados considerando os fins, humano. Maria foi uma criança de asas, se lançava ao que lhe encantasse, se debruçava ao que o sentir tocasse. Clara, alegre, dada. Mas crescer talvez não tenha lhe sido tão simples assim. Na medida em que os tropeços de pedras e chão árido lhe alcançavam, Maria... Continuar Lendo →

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