Destrava língua

Não diga o imprópriopostulado de própriopelo despropósito de calaro fecundo e tornar inóspitoa força, o pulso, a rota. Diga do própriopelo propósitoda diferença no mundo.Não embolore.

Em preto e branco

No pedregoso labirinto das doresdesencontram valores, desatam em sóso que se prende em miudezas por miudezasna não sinceridade dos duelos. O que quebra cabeçasdesencaixa por distâncias despropositadas:quem muito se estica, quem muito se amassa,quem muito silencia, quem com a fala massacra.No labirinto das pedras separadas ou atiradasa dureza temerosa se serve do viver na bordatorna... Continuar Lendo →

Antídoto

O tempo puindo discursos muito enroupados,revelando não fronteiras de soldadosmarchadas pelo poder ou imagem ou espaçoreduzindo a pele a desértico nadana da naa daa naaa daaaautista eco ecolálicoáridoseco, disfásico, traumáticoe rotulado líquido, líquido esvaziado?corroendo o esqueleto dos sentidosnão lubrificando as articulações do sentimentopandêmico descontato, desmatamento,sarna de carência para coçar em solitárias…mas ela, cadê? Ninguém viu,... Continuar Lendo →

Ler por dentro

Ser a alturada intençãocom verdade:lealdade. No amor a coroaaguando ourocom olhos limpospara os mistérios abrigadosque os soprosencontram e embalam. Ler com coerênciaas trilhas do sentimentosob a noite ou céu claro:lealdade.

Musicalmente

Acorde a acorde gotejaà dentro pelo espaçosmais profundosda pele, do corpo, por ondeuma sonoridade de esperançainunda no sentir e fecundaas possibilidades do peito.As notas pousam e voamno natural dos encaixespelo prazer harmônicode sons em cachoeira.

A Força

Não brutaenraíza no desejo.Não fantasiosailumina pela inteireza.A força como é: força,vontade de ser em simorre, renasce,fecunda, parte,age na coragem,goza.E tudo se recria.

La Vangoghcela Pandêmica

A crônica falta de poética espicha a mente que não pisca. Ser humano redescobriu o inseguro. Nada serve de prédio, carro, geladeira, rococó, praia, avião, saideira. Rápido retoma ao pó, a vida seca e lhe escapa. Ou por onde cisma, deixa marca. Mas ser humano enche as fantasias de desumanidade, bate pé mimado, veste sunga,... Continuar Lendo →

A Roda da Água e do Fogo

Para quem muito ou pouco aposta,a boa aposta é onde nunca apostou.Para quem rema sem fio o horizontea ilha é ponte, respirador.Para quem calejou de dorde aposta no vaziode meta sem lançade sonho no nubladoo abraço é o lugar mais macio.

Vráaa

Um filete de rio ácido escorria adoecendo as margens do entre-tato do entre-ser da epiderme com o mundo. A pele feito pétala escaldada no deserto se esquecia do que era, desbotava como nuvem. Mas... Moinhos de palavras e atos infecundam quando lutam contra a graça e a coragem, e infortúnios não perduram onde o pólen... Continuar Lendo →

Imperfeição

Carambolas estreladas, sinos, perfeições, no para sempre garantido de era uma vez inventado algum perdura ao coração. Bom é o que toca em verdade, o equilibrismo das imperfeições, o contato, a coragem de dois que sustentam a dança por ser ali onde mora a vontade (e a verdade). O sol nasce na janela da aorta... Continuar Lendo →

Na distância de um abraço

Conta o dito que há males que vem para o bem, não sabemos. Há o que se ache certo demais e se prova errado. E há o contrário. O que o pensamento metrifica, o sentir cala. Abre um mutismo pálido pela invasão do ácido na beleza subvertida. Explicações, poderiam tantas, e tamanhas, pela garganta que... Continuar Lendo →

Desempate

Empatia seria da natureza a coisa mais simples, não fora as defesas que nos separam. Há uma vastidão de medo seco, escapando do olhar nos olhos, reconhecer a dor diversa, como uma dor de si mesmo. Uma escuta descomprometida, uma indisponibilidade a verdade do contato, e da necessidade. Há um excesso de julgo, termo, crivo,... Continuar Lendo →

Do verbo Desabrochar

A flor que desabrocha segue a rota assimétrica de seu próprio tempo. Fora de catálogo, não cabe aos dedos que a forçam, não agrada muitas vezes aos olhos, parece estranha aos quereres. A flor que desabrocha é generosa em sua própria trajetória, oferta como pode, vence a aspereza da noite sem nada buscar em troca.... Continuar Lendo →

Prosa Sinestésica

Um raio de sol escorria pela testa, ondulava nos olhos, piscava os pássaros no céu no leva e traz de respostas. Saboreava a brisa como quem bebe gota a gota um prazer de laço, afago dos sentidos. A noite não reviraria dúvidas, havia um sol embarcado, bússola no peito preenchido, verão no tato do inverno.... Continuar Lendo →

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