Primeira Pessoa

Escrever em primeira pessoa, ou fixa nela, é algo que não faço há muito tempo. Não por seguir regra, não sou tão obediente quanto pareço. Aliás, a pessoa que melhor me definiu disse certa vez: sua desobediência sempre revelou sua lealdade ao sentido. Então, voltando, mesmo sendo pessoalmente circular e prolixa, resolvi hoje desobedecer o... Continuar Lendo →

Na distância de um abraço

Conta o dito que há males que vem para o bem, não sabemos. Há o que se ache certo demais e se prova errado. E há o contrário. O que o pensamento metrifica, o sentir cala. Abre um mutismo pálido pela invasão do ácido na beleza subvertida. Explicações, poderiam tantas, e tamanhas, pela garganta que... Continuar Lendo →

Desempate

Empatia seria da natureza a coisa mais simples, não fora as defesas que nos separam. Há uma vastidão de medo seco, escapando do olhar nos olhos, reconhecer a dor diversa, como uma dor de si mesmo. Uma escuta descomprometida, uma indisponibilidade a verdade do contato, e da necessidade. Há um excesso de julgo, termo, crivo,... Continuar Lendo →

Mareios

Ana já estava ali há mais de uma hora. Sentada no alto da pedra, camuflada com o canto da praia. Seus olhos haviam pairado e absorvido tudo que se extendia ao alcance. O cansaço nos olhos mesclado com o relaxamento do sol na água. Era como se todos os sons a ocupassem e diluissem ao... Continuar Lendo →

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