O mundo não para e nós não vamos descer

– Que semana louca a que eu tive, todo mundo parecia estar me atropelando.

A queixa é rotineira em pessoas e histórias diferentes. Por vezes nos sentimos verdadeiras formigas no planeta dos dragões. Sentimos tudo de mais pesado: medo, dúvida, culpa… E desatentos, não percebemos o enorme poder que estamos dando aos outros e as situações. Nesses momentos, nos sentimos em um labirinto nos esgueirando pelas paredes, e frequentemente nos abatemos por um certo desanimo. Meu paciente nesse dia chegou exatamente assim, com aquele olhar cabisbaixo de “parem o mundo que eu quero descer”.

Uma tendência natural quando estamos nesse processo, é nos sentirmos desencaixados, sem pertencimento, e não vendo algum sentido. O perigo, é que quando entramos nessa energia, abrimos padrões de desistência que parecem ir derramando pelas áreas da nossa vida, como uma intoxicação. Mas por que isso acontece?

Podemos entender isso por diferentes ângulos de observação, pelo processo energético, pelo processo emocional, pelo processo mental… esses ângulos são complementares. E se somam a um entendimento do aprendizado. Por que atraímos? Como atraímos? E o que preciso transformar em mim para mudar esse tipo de atração? É fato, vira e mexe somos mesmo amarrotados, mas há nesse amarrotamento um convite à mudança, e essa mudança é interna. Nossa principal agarra está em teimarmos a mudança do que está fora, e nos esquecemos que nosso reino é o de dentro.

Pode uma borboleta viver entre dragões? Pode sim! Mas ela precisará de truques para não se confundir com as mensagens que vem do externo. Pode essa borboleta não se sentir ameaçada entre dragões? Claro que sim! Mas ela precisará de truques para ler e compreender o mundo e seus próprios processos sem a ilusão de ser frágil. Pode haver um sentido para tudo isso? Com certeza! O universo não erra, e todos nós podemos desenvolver estratégias mentais e emocionais para ler o “tudo certo” do caos.

Sempre que um paciente ou aluno me chega assim, eu lembro de meu próprio caminho, e de como ficava moída exatamente desta forma. Quantas vezes minha terapeuta me falou: Cristiane, filtro. A mudança é possível para todos nós, mas é preciso que a gente ouse para novas óticas e enfrente os desafios para conquistá-las!

omundonaopara

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